Como a futura Presidenta da República já anunciou que não vai manter o atual Presidente do Banco Central, Henrique Meireles, e não se sabe ao certo quem vai comandar o Bacen no próximo ano, o mercado investidor e as empresas já começam a elever a desconfiança de se manter a atual política monetária.
Além das mudanças previstas, ainda há um novo agravante que é o déficit orçamentário do governo que envolve o repasse de verbas para estados e municípios, que ficou comprometido a ponto de o governo não executar obras, caso contrário a folha do 13º sálario não seria paga aos servidores.
A soma do aumento dos gastos do governo gerando um déficit orçamentário e uma mudança do Banco Central, podem descolar a curva de oferta agregada para a esquerda elevando os preços e gerando uma inflação acima da meta estipulada.
Como a inflação é controlada pelo Banco Central com o aumento ou a diminuição da taxa de juros, Selic, a mesma pode ficar indefinida até que o próximo Presidente assumir. Porém o mercado não espera que isso ocorra e aproveita para aumentar preços. As empresas fazem isso pela própria indefinição do futuro, o que poderia ocorrer com uma expectativa de aumento da demanda. A forma de garantir bens e serviços no próximo ano é com aumento de investimentos e esse aumento so seria possível com um aumento dos preços já agora ou com redução nas margens de lucro ou redução dos dividendos. A opção de aumentar os preços, acaba sempre sendo a escolhida, em sua maioria.
em resumo, existem grandes chances de iniciarmos o próximo ano com IPVA, material escolar, matrícula da faculdade e tudo isso bem mais caro que neste ano.
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário