Não seria um problema para Sílvio Santos colocar como garantias o SBT, contratos com repetidoras, Baú e Liderança para o aporte de 3,8 bilhões, pois o Panamericano corresponde a 60% da receita de todo o grupo. Na realidade como todo o nome de Silvio Santos e o seu patrimônio como crédito não seriam suficientes como garantia ao FGC (Fundo Garantido de Crédito), pois o o banco em questão é um banco que mandem maior parte das suas operações como fianciamento e créditos a pessoas físicas como empréstimos de CDC e financiamento de carros. Esse tipo de operação leva junto consigo um alto nível de inadimplência, sem um saldo positvo de depósitos de correntidas o que acontece nos outros bancos tipo Bradesco e Itaú. Ou seja, além de um passivo natural que o Panamericano tem, ainda fará um deficit de 3,8 bilhões a serem honrados com o SBT e outras empresas do grupo. Uma possível liquidação já foi descartada pelo Banco Central, pois deixa o Panamericano apenas com despesas a honrar e que neste caso seriam uma liquidação de todo o grupo.
O Banco Central e o FGC já fizeram o depósito de 3,8 bi no Panamericano e isto tudo foi resolvido em menos de 24 horas. Mas por que a presa? tudo tão assim para um valor tão alto? Nem obras são aprovadas tão rapidamente.
A rápida resposta do BC e FGC tem 2 motivos básicos:
1- Um ataque especulativo do mercado sobre outros bancos como BMC do Bradesco, Aymoré do Santander(antigo Real), Itai do banco Itaú e outros. O mercado iria retirar valores destes bancos que hoje tem Fundos de Investimento e que as garantias são estas operações de CDC e financiamento a pessoas físicas.
2- Outros bancos poderiam solicitar um aporte deste valor alegando problemas de saúde financeira. O tempo para a avaliação deste valores poderia levar a outro ataque especulativo a mais bancos e fundos de investimentos. Esse efeito domíno é evitado a todos custo pelo Banco Central.
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